domingo, 23 de novembro de 2014

SANTA CRUZ PERDE NOVAMENTE, CHEGA AO QUINTO JOGO SEM VENCER E DÁ ADEUS AO SONHO DE ACESSO

A última partida no Arruda em 2014 poderia acontecer de uma forma mais alegre, mas o fato do Santa Cruz entrar em campo com chances remotas de acesso, deixou o clima do clube pesado, principalmente durante a semana com o técnico e os jogadores em clima de silêncio.
Mesmo praticamente de fora da briga pela subida de divisão, o Mais Querido voltou a campo diante do Avaí/SC, pela 37ª rodada da Série B, e perdeu por 1 x 0, após cobrança de pênalti do meia Marquinhos Catarina, ainda no primeiro tempo. Além de chegar ao quinto jogo sem vencer, sendo três derrotas consecutivas, as chances de acesso foram descartadas, de fato, com os resultados da penúltima rodada.
A motivação zero refletiu no desempenho dos atletas dentro de campo, que até mostraram dignidade em honrar a camisa coral. A derrota deixou o tricolor na mesma posição, ocupando a 10ª colocação com 52 pontos.O último compromisso do Santa Cruz será contra o Atlético/GO, que está no 7ª lugar. O jogo acontecerá no sábado (29), às 16h20, no estádio Serra Dourada, em Goiás.
O TIME - Muito contestado, o técnico Oliveira Canindé não falou com a imprensa e, com isso, não adiantou a escalação. Mas não tinha mistério em relação ao time titular, pois a prioridade é manter a base que vem jogando. Tiago Costa, com dores no joelho, e Keno, suspensão, eram os desfalques. O zagueiro Alemão e os volantes Bileu e Danilo Pires, retornaram após cumprirem suspensão automática.
O mais cotado para fazer dupla com Léo Gamalho era Cassiano, porém o treinador escolheu Pingo e surpreendeu com a opção. A equipe escalada foi a campo com Tiago Cardoso; Tony, Alemão, Renan Fonseca e Tiago Costa; Sandro Manoel, Bileu, Danilo Pires e Wescley; Pingo e Léo Gamalho.
O JOGO - O Santa Cruz precisa encontrar motivação para buscar uma vitória contra o Avaí/SC, porém a obrigação era vencer e por fim no jejum de quatro jogos sem sentir o sabor dos três pontos. Os primeiros movimentos foram bastantes estudados e nenhuma finalização foi vista até os 5 minutos. Mas após cobrança de falta do lateral Thiago Carleto, o goleiro Tiago Cardoso saiu de soco para afastar o perigo e no lance acabou se chocando com o zagueiro Pablo. Logo em seguida, o paredão desabou e pediu atendimento, ficando quatro minutos sob olhar do médico, tendo que ser substituído por Fred, arqueiro reserva, pois não aguentou a dor.
Antes dos 10 minutos, o Mais Querido encontrou um grande problema para o decorrer do embate, pois perdeu o camisa 1 e capitão da equipe. Para suportar o acontecimento, Tony quase abre o placar no Arruda. Ele cobrou uma falta direta e obrigou o goleiro Vágner a espalmar a bola para escanteio. Na sequência, o time visitante tentou responder, mas finalizou muito mal sobre a barra.
A partida era lenta e com poucas chances para ambos os lados, devido a forte marcação. O relógio marcava 17 minutos, quando Marquinhos Catarina foi derrubado dentro da área por Alemão. Ele mesmo foi para cobrança e bateu com precisão no canto direito do goleiro Fred, abrindo o placar. Os poucos torcedores presentes no estádio começavam a pegar no pé do técnico Oliveira Canindé, que não esboçava nenhuma reação.
Na frente no marcador, os catarinenses adotavam uma postura mais defensiva e tentavam explorar os contra-ataques em velocidade. O time coral buscava empatar o jogo, na base do desespero, e não tinha êxito algum. O meia Wescley parecia não ter entrado em campo e a armação tricolor mal criava uma jogada para os atacantes Pingo e Léo Gamalho.
O ritmo do confronto válido pela penúltima rodada era de treino. Aos 33 minutos, Marquinhos recebeu um bom cruzamento, na entrada da área, e desequilibrado chutou de primeira sem perigo. Os erros do Mais Querido deixavam a torcida impaciente e revoltada com a apatia dos jogadores dentro de campo.
Com um Santa Cruz "sem alma", o Avaí/SC aproveitou para encerrar o primeiro tempo com a vitória parcial de 1 x 0. Antes do apito final, os torcedores já iniciavam um princípio de vaia e quando acabou a etapa complementar muitos protestos.
SEGUNDO TEMPO - O técnico Oliveira Canindé não fez nenhuma mudança e esperava uma outra postura diferente dos atletas para tentar virar o jogo. Aos 2 minutos, Tony aproveitou rebote na área e mandou uma bomba, mas a bola bateu na trave e por pouco não entrou. Um minutos depois, Danilo Pires deu uma meia bicicleta após bate e rebate, porém a bola ficou no caminho ao explodir em Thiago Carleto. Na sobra, Alemão, livre de marcação, isolou a bola.
A equipe tricolor mostrava um futebol bem diferente e o gol de empate parecia estar maduro. Aos 7 minutos, um lance inacreditável. O atacante Léo Gamalho, de frente para a barra, finalizou de primeira e mandou a bola em cima do goleiro Vágner, que comemorou a defesa bastante.
Os torcedores pediram Flávio Caça-Rato e o treinador coral atendeu, acionando o atacante na vaga de Nininho. Com isso, o meia Wescley foi deslocado para a lateral esquerda e Danilo Pires passou a atuar na criação. Depois dos 10 minutos, o ritmo do Santa Cruz diminuiu e as dificuldades eram nítidas para sufocar o adversário.
O cronômetro cravava 20 minutos, quando Bileu arriscou de longe e a bola foi na rede pelo lado de fora, enganando a torcida tricolor. O volante mandou uma bomba, a bola desviu na defesa e balançou a rede do Avaí/SC pelo lado errado. Logo depois, os catarinenses responderam com Roberto. O atacante chegou na cara do gol e finalizou bem, mas Fred fez uma grande defesa e colocou a bola para a última linha.
A zica do Mais Querido era grande. O meia Natan, acionado no lugar de Pingo, deu uma linda assitência para Léo Gamalho, que bateu de primeira para o goleiro Vágner salvar mais uma vez. Aos 33 minutos, o cria da base acertou um lindo chute, de esquerda, e bola passou raspando a trave. A pressão coral era grande e o adversário estava todo recuado, segurando o placar de 1 x 0.
Aos 40 minutos, o Avaí/SC teve a chance de matar o jogo com o atacante Roberto. Ele aproveitou a bobeira do sistema defensivo e, frente a frente com o goleiro Fred, mandou a bola por cima de gol. O  embate permaneceu da mesma forma até o apito final do árbitro e o Santa Cruz amargou a segunda partida consecutiva dentro de casa, aumentando o jejum de vitórias para cinco jogos.

Fonte: http://www.coralnet.com.br/noticias_ler.asp?id=22279

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